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Evangélicos Nominais

desviado1“Tenho, porém, contra ti que abandonaste o teu primeiro amor. Lembra-te, pois, de onde caíste, arrepende-te e volta à prática das primeiras obras; e, se não, venho a ti e moverei do seu lugar o teu candeeiro, caso não te arrependas.” Apocalipse 2.4-5

A cada amostragem do IBGE um número crescente de chamados “evangélicos nominais ou evangélicos não praticantes” está aparecendo. Quando olhamos o rol de membros das igrejas, esse número também aparece ali, sempre tem os “membros fantasmas” que são pessoas que não tem mais a vida na igreja, que se distanciam da comunidade de fé mas que por capricho religioso, muitas vezes, fazem questão que seus nomes configurem ali.

No meu modesto entender, esses números, se referem sem sombra de dúvida, a igreja caída de Apocalipse 2.4. Pessoas que perderam a alegria pela caminhada cristã, pessoas que deixaram os problemas pessoais ou comunitários atingirem seu coração e apagaram assim a chama do amor que uma vez flamejou de forma intensa e viva.

Tal “apagar” dessa chama é potencializado pelo sentimento de mercado da fé tão forte nos nossos dias. E como o próprio “Mercado” (instituição máxima do capitalismo) essa é também uma estratégia do regente desse sistema de coisas, para distanciar e fazer cair cada vez mais pessoas. A troca (portabilidade) e o abandono de igreja surgem como algo absolutamente natural, como comodidade, conforto, insatisfação e até vingança.

Diante disso, a palavra de apocalipse acima ganha um contorno ainda mais relevante: é tempo de ARREPENDIMENTO, é tempo de olharmos para trás, olharmos para o nosso coração, para os nossos primeiros sonhos de fé, os primeiros sentimentos e desejos, e percebendo distância entre aqueles e o que povoa o nosso coração hoje, nos voltarmos para Deus arrependidos dispostos a voltamos ao primeiro amor.

Não podemos nos conformar em sermos “evangélicos nominais” pois isso é assumir que somos cristãos caídos.

Se queremos continuar sendo Igreja, termos o nosso candeeiro no lugar, precisamos voltar ao primeiro amor, precisamos estar juntos, e Deus quer isso de mim e de você!

Qual a sua resposta? Arrepende-te e volta!

Ser Discípulo

Assim, pois, todo aquele que dentre vós não renuncia a tudo quanto tem não pode ser meu discípulo.”  Lucas 14.33

Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo;” 

Mateus 28.19

seguir a cristo

Muito se fala sobre o crescimento dos evangélicos no Brasil, do crescimento dos conglomerados empresariais de igreja neopentecostais e no empoderamento político desse seguimento da sociedade. Percebemos cada vez mais acirrada a briga por clientes em um “mercado da fé”. Diante disso tudo uma pergunta precisa ser feita por aqueles que querem servir ao Senhor genuinamente: -“O que estou fazendo se sou cristão?” ou ainda: “o que é ser cristão?”

Muitas vezes nos deparamos com uma série de afirmações a respeito da fé evangélica, assistimos a criação de estereótipos de como é um cristão nos dias de hoje, o que faz, como se posiciona, que bandeiras defende e por ai vai... Mas, nenhum desses estereótipos encontram honestas bases nas escrituras e no exemplo do próprio Cristo.

O que então, nos dizem as escrituras sobre sermos um cristão autêntico? Os dois versículos acima nos dizem com clareza. Um cristão precisa renunciar! Sim, não dá pra ser cristão e querer seguir os valores desse mundo capitalista de só acumular e ter. A vida em comunidade e a prática terapêutica do dízimo são exercícios diários dessa renúncia. Mas, infelizmente quando olhamos para a atual massa evangélica, percebemos que não existe renúncia, pelo contrário, se busca ter sempre mais. Ter a razão, ter a verdade, ter a melhor visão, ter a voz ouvida, ter a superioridade, ter o lugar de destaque, a lista é longa. E para complicar mais ainda, a desvirtuação do dízimo, que para a teologia corrente é uma forma de obrigar Deus a fazer; ou pior, para alguns é uma forma de impor a sua vontade sob a ameaça de não mais devolvê-lo ou “mudar de igreja”.

Mas a outra característica é a obediência a ordem de ir e fazer discípulo. Lembro de uma vez quando um professor perguntou na sala da EBD quem já havia trazido alguém para Jesus, o silêncio foi assustador. Fazer discípulos é um imperativo, mas para fazer discípulo de Jesus, se é necessário ser discípulo de Jesus. Precisamos imitar Jesus, renunciando sempre, para que assim possamos fazer discípulos que também imitam a Jesus. Essa é a característica de um verdadeiro cristão.

 

O que esperar de um cristão?

pbJesus respondeu: - "Ame o Senhor, seu Deus, com todo o coração, com toda a alma e com toda a mente." Este é o maior mandamento e o mais importante. E o segundo mais importante é parecido com o primeiro: "Ame os outros como você ama a você mesmo." Toda a Lei de Moisés e os ensinamentos dos Profetas se baseiam nesses dois mandamentos. Mateus 22.37-40

Se alguém diz: "Eu amo a Deus", mas odeia o seu irmão, é mentiroso. Pois ninguém pode amar a Deus, a quem não vê, se não amar o seu irmão, a quem vê. (1João 4.20)

O “cristianismo” desde o século III tornou-se um negócio bastante lucrativo e útil para servir aos interesses de poderosos. O império romano usou e abusou daquela forma de igreja que ele mesmo ajudou a construir. No entanto, quando olhamos para a igreja antes do terceiro século, principalmente a igreja apostólica, percebemos a enorme diferença, que os distinguia de todo o resto.

Essa diferença pode ser percebida em duas dimensões: Nos relacionamentos interpessoais (convivência de pessoas diferentes) e no relacionamento com Deus (o Todo-poderoso) adorado pelos cristãos.

O Cristianismo de Jesus não está a serviço de ninguém  não se subjuga a nenhum interesse e, por isso, não tem problemas em se apresentar como um modelo alternativo de vida, considerado até subversivo por alguns religiosos de seu tempo (fariseus).

No Cristianismo de Jesus, as pessoas são o mais importante. Elas não podem ser classificadas pela condição social, pelo sobrenome, pelo sexo e nem muitos menos pela cor da pele. O Apóstolo Paulo nesse sentido escreveu: “Desse modo não existe diferença entre judeus e não-judeus, entre escravos e pessoas livres, entre homens e mulheres: todos vocês são um só por estarem unidos com Cristo Jesus.”(Gl 3,28) Logo, entendemos que cultivar valores “romanos” de segregação e de valoração das diferenças entre as pessoas é se curvar ao deus do império, ao deus deste século, é negar a mensagem revolucionária de Cristo.

O Cristianismo de Jesus despreza os deuses dos povos, os aclamados e os que se curvam as vontades humanas, pelo contrário a fé cristã nos religa ao Senhor de todas as coisas, ao Deus Soberano, ao Deus exclusivo. E é a esse Deus exclusivo que nós dedicamos a totalidade de tudo o que temos, tudo o que somos, toda a nossa vida e tudo o que possuímos.

Que Deus nos ajude a continuar sendo fiéis, amando aos outros, iguais e diferentes e adorando ao Deus soberano.