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Conteúdo Fixo

O Espírito Santo, Deus entre nós!

E acontecerá, depois, que derramarei o meu Espírito sobre toda a carne; vossos filhos e vossas filhas profetizarão, vossos velhos sonharão, e vossos jovens terão visões; até sobre os servos e sobre as servas derramarei o meu Espírito naqueles dias.” Joel 2.28-29

Devido a influência do movimento pentecostal, muito se tem falado sobre o Espírito Santo. A ênfase teológica para alguns movimentos é a pneumatologia, que estuda especificamente a pessoa e obra do Espírito Santo. Por outro lado, durante muito tempo, pouco se falou dobre o assunto nos círculos reformados, razão pela qual se credita o desconhecimento do tema.

Mas quem é o Espírito Santo? Qual o seu papel na igreja? E na nossa vida? Sua ação continua nos nossos dias?

pentecostes
O Espírito Santo, como o próprio Jesus apresentou, é o nosso Consolador, um ajudador que veio para habitar com os discípulos de Jesus, que tinha como principal tarefa ajuda-los na caminhada. O próprio Jesus disse “- não dos deixarei órfãos (...) mas o auxiliador, o Espírito Santo, que o Pai vai enviar em meu nome, ensinará a vocês todas as coisa... (João 14.18,28) e em Apocalipse vemos o Espírito Santo como Deus na trindade falando às igrejas. Fica claro nas escrituras que assim como Jesus foi o “Deus conosco”, andando, falando, ensinando e demostrando-nos o amor do Pai, o Espírito Santo é Deus que continua com o seu povo, que nos fala, que nos ensina mas também que cuida da nossa caminhada.

Quando pensamos como povo de Deus, a sua Igreja, fica-nos ainda mais claro qual o papel do Espírito Santo em conduzir a caminhada triunfante da Igreja. É Ele que dirige, que impulsiona, que dá a direção, que une, que quebranta os corações. Logo, se o povo de Deus não se encher do Espírito, não tiver intimidade, também não reconhecerá a sua voz, não ouvirá a sua orientação e não será conduzido por ele. É Ele que une o povo de Deus na missão de ser a voz profética no mundo caído, assim todo aquele que vive e é conduzido por ele não se afasta, não age de maneira isolada, facciosamente, mas se envolve com a comunidade no árduo papel de realizar a tarefa evangelizadora.

E a melhor de todas as notícias: Ele continua o mesmo, e agindo da mesma forma, com a mesma missão, e com o mesmo povo: o povo de Deus! Assim, cada dia que passa, percebemos que se faz necessário estarmos cheios do Espírito Santo para podermos falar das boas novas de Salvação na “língua de cada pessoa” de forma que elas entendam e abracem a fé (Atos 2)!

Que o Espírito Santo continue soprando sobre nós. Que Ele guie a nossa caminhada e nos dê o dom especial de falar em línguas, de forma que o povo do nosso tempo possa entender: Executivos e donas de casa, empresários e moradores de rua, ricos e pobre, honestos e corruptos, do morro e do asfalto!                                      

Maio Chegou! E a família?

“Eu vi que o povo estava preocupado e por isso disse a eles, e às suas autoridades, e aos seus oficiais: - Não tenham medo dos nossos inimigos. Lembrem como Deus, o Senhor, é grande e terrível e lutem pelos seus patrícios, pelos seus filhos, suas esposas e seus lares.” Neemias 4.14

Mais um mês de maio chegou e cada vez mais ouvimos histórias de crises familiares. São ataques de todos os lados. Sentimentos são tentados, dificuldades financeiras dominam o coração e apagam as belezas da vida familiar, o trabalho e a busca desenfreada pelo “ter mais” empurram os cônjuges para longas jornadas de trabalho e o stresse e cançasso minam a vida da família.

familiaDiante desse triste retrato, Deus nos traz a mensagem de Neemias. E mais do que qualquer outra coisa, nos convida para guerra, isso mesmo, para a guerra.

Guerra é o que estamos vivendo no mundo físico, mas principalmente, no mundo espiritual. Eu acredito que o que está acontecendo no mundo é um reflexo do que está sendo travado no mundo espiritual. E nós como estamos nessa batalha?

A primeira coisa que precisamos fazer é trazer a memória o Deus que nós cremos, muitas vezes deixamos que situações da vida, sentimentos e problemas pessoais nos afastem de Deus, nos faça esmorecer na presença dEle. E numa guerra, quando um exército não confia em seu comandante, a derrota é certa.

A segunda paravra de ordem de Neemias é lutar. A nossa família precisa ser protegida por nós, e nós temos que lutar por isso. E como fazemos isso? A primeira parte da instrução de Neemias já nos dá uma pista. Precisamos nos aproximar de Deus, e levar a nossa família junto. Como temos conduzido nossa família ao altar?

É triste ver famílias que ao invés de servir a Deus juntos se dividem, cada um faz o que dá na cabeça, os pais não se preocupam em educar os filhos. Muitas vezes os pais mergulham em seus próprios problemas e esquecem de que são eles que precisam lutar pelos filhos, esposas não lutam pelos maridos e vice-versa. As famílias aos poucos excluem Deus da vida, e abandonam o serviço dele com naturalidade permitindo que as crianças, adolescentes e jovens comecem a achar que servir a Deus junto com o povo de Deus é algo desnecessário.

É tempo de lutar, não podemos nos acovardar!

Evangélicos Nominais

desviado1“Tenho, porém, contra ti que abandonaste o teu primeiro amor. Lembra-te, pois, de onde caíste, arrepende-te e volta à prática das primeiras obras; e, se não, venho a ti e moverei do seu lugar o teu candeeiro, caso não te arrependas.” Apocalipse 2.4-5

A cada amostragem do IBGE um número crescente de chamados “evangélicos nominais ou evangélicos não praticantes” está aparecendo. Quando olhamos o rol de membros das igrejas, esse número também aparece ali, sempre tem os “membros fantasmas” que são pessoas que não tem mais a vida na igreja, que se distanciam da comunidade de fé mas que por capricho religioso, muitas vezes, fazem questão que seus nomes configurem ali.

No meu modesto entender, esses números, se referem sem sombra de dúvida, a igreja caída de Apocalipse 2.4. Pessoas que perderam a alegria pela caminhada cristã, pessoas que deixaram os problemas pessoais ou comunitários atingirem seu coração e apagaram assim a chama do amor que uma vez flamejou de forma intensa e viva.

Tal “apagar” dessa chama é potencializado pelo sentimento de mercado da fé tão forte nos nossos dias. E como o próprio “Mercado” (instituição máxima do capitalismo) essa é também uma estratégia do regente desse sistema de coisas, para distanciar e fazer cair cada vez mais pessoas. A troca (portabilidade) e o abandono de igreja surgem como algo absolutamente natural, como comodidade, conforto, insatisfação e até vingança.

Diante disso, a palavra de apocalipse acima ganha um contorno ainda mais relevante: é tempo de ARREPENDIMENTO, é tempo de olharmos para trás, olharmos para o nosso coração, para os nossos primeiros sonhos de fé, os primeiros sentimentos e desejos, e percebendo distância entre aqueles e o que povoa o nosso coração hoje, nos voltarmos para Deus arrependidos dispostos a voltamos ao primeiro amor.

Não podemos nos conformar em sermos “evangélicos nominais” pois isso é assumir que somos cristãos caídos.

Se queremos continuar sendo Igreja, termos o nosso candeeiro no lugar, precisamos voltar ao primeiro amor, precisamos estar juntos, e Deus quer isso de mim e de você!

Qual a sua resposta? Arrepende-te e volta!