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O que está acontecendo?

“Quem não ama não o conhece, pois Deus é amor.

 (1 João 4.8)

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Alguns acontecimentos dos últimos dias me fizeram refletir muito sobre tudo que estamos vivendo. O primeiro deles foi a libertação condicional do goleiro Bruno e a sua consequente contratação para voltar a trabalhar em um time de futebol. Depois, a prisão domiciliar da esposa do ex-governador para que, segundo sua defesa, pudesse cuidar de seu filho menor de idade. E por fim, as mortes em Acari, onde dois possíveis criminosos e uma adolescente foram assassinados, essa ultima enquanto treinava no pátio da escola.

Esses três episódios levantaram a chama do ódio e da falta de diálogo que a nossa sociedade vive, uma intolerância extrema, e o crescente clamor popular pelo regresso da Lei de Talião com a máxima “olho por olho, dente por dente”, esquecendo de vez toda a possibilidade de restauração e correção dos delinquentes.

 

Claro que em cada acontecimento se tem um contexto e uma reação diferente. Por exemplo: no caso do goleiro Bruno, me assustei coma quantidade de “crentes” vomitando ódio e negando a possibilidade de vida social dele, desconsiderando inclusive a possibilidade de ele ter nascido novamente. Já não percebi as mesmas manifestações no caso da prisão domiciliar da esposa do ex-governador, apenas no meio jurídico e intelectual nasceu um movimento para que outras mulheres, que estão esquecidas nos presídios brasileiros, também possam usufruir desse direito assegurado em lei. No caso da onda de violência em Acari a discursão e justificativas que tentam polarizar os que são pelos policiais e os que não forem são considerados defensores de  bandidos.

Que o mundo pense e aja assim eu até compreendo, mas nós que temos a mente e o coração de Cristo não podemos agir, pensar e falar dessa forma. Precisamos ser contra todo tipo de violência, seja dos bandidos, seja da polícia, seja do judiciário, seja dos políticos corruptos que dominam nossa política.

Não podemos ser favoráveis a morte de policiais, de bandidos ou de amantes. Não podemos concordar com a injustiça seja contra uma madame  de Botafogo, seja contra uma sem nome  moradora de rua. Precisamos olhar para TODAS as pessoas com os olhos de Cristo, estamos vivendo o tempo da quaresma, lembremo-nos do recado da cruz!

E que a Graça alcance todas essas pessoas e a nós!

Rev. Erivan Jr