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A igreja como Esposa (1)

“E vi a Cidade Santa, a nova Jerusalém, que descia do céu. Ela vinha de Deus, enfeitada e preparada, vestida como uma noiva que vai se encontrar com o noivo. (...)  Um dos sete anjos que tinham as sete taças cheias das últimas sete pragas veio e me disse: - Venha, e eu lhe mostrarei a Noiva, a Esposa do Cordeiro.” Apocalipse 21.2 e 9

temploAmanhã nossa igreja celebra 114 anos de existência. Uma data muito significativa para nós presbiterianos independentes. Essas celebrações, principalmente as que acontecerão no próximo final de semana, precisam nos levar a uma profunda reflexão no nosso relacionamento com Deus e com a Sua Igreja. Pensando nisso, tentarei, a partir de hoje, escrever alguns textos que nos ajudem nessa reflexão.

Se faz necessário escolhermos uma das metáforas que o Senhor usou para descrever o Seu relacionamento com a Igreja, nós faremos isso usando a metáfora apocalíptica do casamento.

Um casamento não existe se não houver um conjunto de sentimentos entre os cônjuges e todos esses sentimentos precisam estar alicerçados no amor.

A figura utilizada por João pra falar da Igreja triunfante é a de Noiva. Isso nos remete ao grande amor do noivo por sua amada, que também responde esse amor à altura se preparando, se vestindo, se perfumando, se cuidando para o seu amado. Isso demonstra que o Senhor, que ama sua noiva, espera dela uma reposta prática e apaixonada, com todo o calor da paixão. Não há espaço para a frieza e apatia nesse casamento.

O casamento é a concretização de uma união de duas pessoas que se amam e unem suas vidas. Percebemos esse grande amor de Jesus em entregar a sua própria vida pela sua noiva, e essa noiva como tem respondido? Muitas vezes percebemos que pessoas ignoram esse amor se apegando à paixões passageiras, usando das mais variadas desculpas para não estar com o noivo ou não se comportando como enamorada.

 

Para que a felicidade reine em um casamento se faz necessário que o casal desenvolva relacionamento. A relação não pode ser uma relação de desconfiança, interesse ou mesmo forçada. Precisamos estar com o noivo, curtir, ouvir, abraçar e viver com o noivo. Ao invés disso, vemos pessoas se afastando do casamento, tal como as cinco virgens insensatas, buscando outras coisas e esquecendo do essencial: estar com o noivo!

Que Deus tenha misericórdia de nós, e nos dê a chance de voltarmos aos braços do nosso amado.                   Rev. Erivan Jr