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Conteúdo Fixo

E precisa de Reforma?

“Pois não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê, primeiro do judeu e também do grego; visto que a justiça de Deus se revela no evangelho, de fé em fé, como está escrito: O justo viverá por fé.” (Romanos 1.16-17)

 protestante

Outubro é um mês muito importante para nós protestantes, nele celebramos a Reforma Protestante, movimento que teve seu auge com Martinho Lutero e as suas 95 teses.

A Reforma Protestante foi um movimento de transformação religiosa que impactou o mundo na forma de pensar, na economia, na política, mas impactou principalmente a fé das pessoas, livrando-as de um julgo imposto pela igreja estatal que as impedia de enxergarem a verdade do Evangelho.

Lutero não apenas leu “O Justo Viverá pela fé”, mas essa verdade o libertou dos grilhões atormentadores do pecado que ele tentava à sua forma combater. Lutero compreendeu que a Igreja estava caminhando cega e que precisa urgente de uma reforma, um retorno às Escrituras, à luz do evangelho e à autoridade de Cristo como Senhor da Igreja.

A Reforma foi uma porta pela qual a Igreja passou no caminho de volta à vontade de Deus. Esse retorno é muito mais do que a exclusão de alguns costumes e práticas ritualísticas dos momentos cúlticos, mas implica uma grande transformação na forma de relacionamento com Deus. É como se o véu do templo que se rasgou após a morte de Jesus na cruz tivesse sido (com muito esforço humano) recosturado e agora, a Reforma desfaz essa costura humana, levando-nos de volta ao plano e à vontade de Deus.

Que nesses dias em que relembramos a Reforma Protestante, movimento percussor da nossa forma de expressar a fé, possamos olhar para dentro de nós mesmos e refletirmos sobre nosso compromisso com o Deus revelado nas Escrituras, na forma como vivemos os valores desse Deus com o nosso comportamento, nos nossos relacionamentos, nas nossas escolhas e principalmente com a nossa fé.

Que Deus continue se revelando e reformando seu povo!

Não estamos sozinhos!

Depois o Senhor disse: - Não é bom que o homem viva sozinho. Vou fazer para ele alguém que o ajude como se fosse a sua outra metade”. Gn 2.18

“É melhor haver dois do que um, porque duas pessoas trabalhando juntas podem ganhar muito mais.” Ec 4.9

As redes sociais estão empilhadas de pessoas, nos nossos perfis temos milhares de “amigos”, uma infinidade de pessoas curte, compartilha, critica e responde questões levantadas ali. Mas dentre tantos com quem podemos contar?

Hoje em uma conta minha no Facebook tenho 2.266 “amigos” e no Whatsapp tenho 1032 contatos ativos. Questionamentos que sempre me faço: Com solidaoqual destes contatos eu posso contar? Pra quem eu posso ligar agora, hora que estou escrevendo esse texto, e falar das minhas dificuldades, desabafar sobre a vida, conversar sobre coisas sérias e também triviais? Confesso que esse exercício me assusta, pois a resposta a essa pergunta é assoladora.

Esse é o quadro do nosso tempo, as pessoas gastam muito tempo com redes sociais, se preocupam muito com a opinião dos outros, mas no fundo a grande maioria não está de fato preocupada com ninguém.

Em busca da aprovação no mundo virtual, as pessoas abandonam aqueles que de fato se preocupam com seus amigos: a família e a Igreja. E esse abandono tem empurrado multidões para o isolamento e a solidão. Pessoas largam a família, pessoas abandonam suas igrejas e passam a viver sozinhas, sem familiares ou amigos por perto para ajudar numa hora de necessidade.

Temos falado que Deus não nos fez para vivermos sozinhos, desde Adão, Deus resolveu fazer do ser humano uma comunidade instituindo a família, mais tarde ele chama pessoas para formar um povo, uma nação, sua igreja.

Não podemos nos isolar, não podemos fazer das telas nosso lugar de realização e amizades. Deus nos deu uma família, Deus nos deu uma Igreja, amemos, valorizemos e vivamos!.

Eu amo!

Eu amo!

"Que o amor de vocês não seja fingido. Odeiem o mal e sigam o que é bom. Amem uns aos outros com o amor de irmãos em Cristo e se esforcem para tratar uns aos outros com respeito. No que depender de vocês, façam todo o possível para viver em paz com todas as pessoas.”Romanos 12.9,10 e 12

Ultimamente as notícias e comentários sobre a igreja destoam em muito dessas instruções que o Apóstolo Paulo nos deixou, por isso, nesse tempo de celebração, nada mais apropriado do que pensarmos nessas instruções que foram e precisam continuar sendo todo o diferencial do povo de Deus.

Em um mundo que transpira ódio, somos convocados a ser o povo que ama:abraco

Deus. O primeiro e grande desafio é amar a Deus. O próprio Jesus estabeleceu o amor a Deus como o primeiro mandamento. O amor a Deus é a base para outras experiências de amor com toda a criação, se não amamos o Criador de tudo e de todos não teremos condições de amar as outras pessoas. O amor a Deus é a imagem que o nosso “espelho reflete”, o nosso trato com as outras pessoas é o raio-X do nosso amor a Deus.

Pessoas. O segundo mandamento de Jesus é amar o próximo como se fosse a nós mesmos. O Ap. Paulo fala do amor de irmãos e do esforço para se tratar com respeito também de irmãos. Nesse ponto, temos visto muitos escorregando, se julga muito, se maltrata demais, se fere com palavra de forma contumaz. O respeito as pessoas deve ser buscado com todas as nossas forças, ninguém tem o direito de desrespeitar o outro, por mais que tenha todas as discordâncias possíveis. Nesse sentido, a Igreja é chamada a caminhar na contramão do sentimento nacional, andar em amor e respeito.

Comunidade/Igreja. Claro que de forma ainda mais intensa, devemos amar nossa igreja. Nela fomos e somos diariamente treinados e conduzidos a presença de Deus. Em igrejas democráticas como a nossa é bem mais fácil aparecer controvérsias e pontos de discordância na caminhada, mas nada disso pode sufocar o amor que temos pela nossa igreja.

É tempo de amarmos, a Deus, as pessoas a nossa volta e a nossa Igreja, a comunidade que Deus escolheu para nós!

   Rev. Erivan Jr