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Conteúdo Fixo

A Igreja como Esposa (5)

 “Como um lírio entre os espinhos, assim é a minha amada entre as outras mulheres”. Cantares 2.2

Nessa penúltima pastoral, dessa série, queremos analisar algo essencial para que haja saúde nos relacionamentos entre marido e mulher e que também se faz necessário no nosso relacionamento como igreja, a noiva do Senhor: os elogios mútuos.

Os relacionamentos muitas vezes sofrem sérios desgastes com o passar do tempo por causa da rotina, tudo se torna “normal”, e todas as coisas parecem acontecer mecanicamente. Quando isso acontece, não há mais espaço para o encanto, para o prazer de realizar coisas simples conjuntamente, e claro, morrem ai os elogios.

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E percebemos isso também na nossa vida de fé e na igreja. Não é difícil observarmos pessoas que se acostumaram com o sagrado e perderam o amor e o encanto por ele. Não é raro também, vermos pessoas que outrora tinham um grande envolvimento, motivado por um amor e um encanto por Deus e por sua obra, mas que foram esfriando o coração, deixando de ver o lado bom e belo das coisas e acabaram caindo numa frieza sepulcral.

Quando isso acontece, coisas que julgamos impossíveis acontecem. Como um homem que tem um comportamento rude não permitindo que sua esposa se cuide ou vista determinadas roupas, mas que depois se divorcia e casa com uma extremamente  vaidosa e  com um estilo de se vestir bem vulgar. Também na igreja, lembro-me de um professor que eu tive que escreveu vários livros falando do movimento neopentecostal, mas hoje é membro de uma dessas igrejas. Ou ainda pessoas que resistem a alguns posicionamentos da igreja, mas depois se tornam membros de igrejas que tem como bandeiras esses posicionamentos outrora resistidos.

Fica-nos uma lição: precisamos redescobrir o encanto, buscar enxergar a beleza da nossa comunidade, os defeitos precisam ser sempre secundários, mas o que for bom e belo precisa ser enaltecido. Elogie, elogie-se, viva e celebre a beleza de sua comunidade.                                       

         Rev. Erivan Júnior

A igreja como esposa (4)

traicao“E vi a Cidade Santa, a nova Jerusalém, que descia do céu. Ela vinha de Deus, enfeitada e preparada, vestida como uma noiva que vai se encontrar com o noivo. (...) Um dos sete anjos que tinham as sete taças cheias das últimas sete pragas veio e me disse: - Venha, e eu lhe mostrarei a Noiva, a Esposa do Cordeiro.” Apocalipse 21.2 e 9

Que o casamento seja respeitado por todos, e que os maridos e as esposas sejam fiéis um ao outro. Deus julgará os imorais e os que cometem adultério. Hebreus 13.4

Uma das virtudes de um casamento é a fidelidade que os cônjuges dedicam um ao outro. E nesse sentido também precisamos pensar na nossa fidelidade como “esposa” do Senhor.

O Dicionário Aurélio define Fidelidade como: “qualidade de fiel, fé, lealdade, verdade, veracidade e exatidão”, e tudo isso se aplicando a outrem. Assim sendo, a fidelidade é algo que precisa ser vivido de forma intensa no nosso relacionamento com o Deus que nos escolheu como “noiva”, da mesma forma como no nosso relacionamento como membros desse grande corpo que é a igreja, a noiva de Cristo.

Essa fidelidade marca alguns campos, dos quais destacamos:

O companheirismo, que é a atitude de andar lado a lado uns com os outros quando os tempos estão bons mas também quando os tempos estão difíceis. Assim como, marido e mulher que são fiéis quando estão saudáveis, mas também precisam ser fiéis quando a enfermidade ou outros problemas batem à porta. Não se pode dar as costas, abandonar ou evitar o outro, muito menos trocar por outra pessoa.

O sustento, quando um casal não esconde os bens um do outro mas tudo é comum aos dois. Assim na igreja, nada pode ser pesado apenas para um ou outro, mas todos tem igual responsabilidade. Compartilhar nossos recursos é mais que um mandamento é demonstração de amor a Deus e ao seu povo.

E por fim, a fidelidade passa pelo sentimento de desejo. Sim, precisamos ser fiéis, descobrindo o que há de bom em nosso cônjuge, assim como precisamos descobrir o que há de bom em nossa comunidade de fé. Não podemos olhar paras os transeuntes na rua e desejar ter-lhes como companheiros assim como não dá para ficar olhando outras comunidades, admirando elogiando e usando isso para diminuir a nossa comunidade nem ao menos o amor que sentimos por ela, essa sem dúvida é a pior manifestação de infidelidade.

Como temos olhado para nossa comunidade? E como temos demostrado nossa fidelidade?

Que Deus nos ajude a sermos uma esposa fiel!

Rev. Erivan Júnior

A igreja como Esposa (3)

“E vi a Cidade Santa, a nova Jerusalém, que descia do céu. Ela vinha de Deus, enfeitada e preparada, vestida como uma noiva que vai se encontrar com o noivo. (...) Um dos sete anjos que tinham as sete taças cheias das últimas sete pragas veio e me disse: - Venha, e eu lhe mostrarei a Noiva, a Esposa do Cordeiro.” Apocalipse 21.2 e 9

Quando pensamos no relacionamento de Deus e sua igreja como um noivado, precisamos pensar no tratamento e comportamento dessa noiva frente ao seu noivo.

Das muitas características comportamentais esperadas da noiva, uma merece exagerado destaque: a fidelidade!

Essa fidelidade deve ser vista de dois ângulos: Da noiva para com o seu noivo e da noiva com ela mesma, haja vista que essa noiva é constituída de um  grupo de pessoas comuns formando a unidade (Comunidade).

brechaQuando pensamos na nossa relação com Deus, observamos na bíblia inúmeras citações que falam do zelo de Deus, citando o antropomorfismo do ciúme para descrevê-lo. A adoração exclusiva é o tempo inteiro exigido dos fiéis. A exclusividade é uma marca da fé e da vivência religiosa com o Deus nas Escrituras.

“Escolhei hoje  a quem servis”, “não se pode servi a dois senhores”, “Eu sou o Senhor teu Deus ... não se curvarás diante de imagens e esculturas” são inúmeras passagens que relatam a exigência inegociável de fidelidade a Deus.

Entretanto, percebemos que também se faz absolutamente necessário que essa noiva, chamada igreja, seja fiel com ela mesma, pois ela precisa estar ataviada e sem manchas. Mas como isso é possível? Ora, se somos um povo, precisamos ser fiéis a nós mesmos e à nossa comunidade.

Com relação à assistência, assim como um casal precisa se encontrar diariamente em casa, na sua intimidade, nós precisamos nos encontrar uns com os outros. Quando isso não ocorre, a janela do desamor e a consequente traição se tornam algo com muita probabilidade. É o clássico episódio da secretária que “encanta” os maridos que “trabalham demais” e não tem tempo para suas esposas.