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Conteúdo Fixo

Maio Chegou! E a família?

“Eu vi que o povo estava preocupado e por isso disse a eles, e às suas autoridades, e aos seus oficiais: - Não tenham medo dos nossos inimigos. Lembrem como Deus, o Senhor, é grande e terrível e lutem pelos seus patrícios, pelos seus filhos, suas esposas e seus lares.” Neemias 4.14

Mais um mês de maio chegou e cada vez mais ouvimos histórias de crises familiares. São ataques de todos os lados. Sentimentos são tentados, dificuldades financeiras dominam o coração e apagam as belezas da vida familiar, o trabalho e a busca desenfreada pelo “ter mais” empurram os cônjuges para longas jornadas de trabalho e o stresse e cançasso minam a vida da família.

familiaDiante desse triste retrato, Deus nos traz a mensagem de Neemias. E mais do que qualquer outra coisa, nos convida para guerra, isso mesmo, para a guerra.

Guerra é o que estamos vivendo no mundo físico, mas principalmente, no mundo espiritual. Eu acredito que o que está acontecendo no mundo é um reflexo do que está sendo travado no mundo espiritual. E nós como estamos nessa batalha?

A primeira coisa que precisamos fazer é trazer a memória o Deus que nós cremos, muitas vezes deixamos que situações da vida, sentimentos e problemas pessoais nos afastem de Deus, nos faça esmorecer na presença dEle. E numa guerra, quando um exército não confia em seu comandante, a derrota é certa.

A segunda paravra de ordem de Neemias é lutar. A nossa família precisa ser protegida por nós, e nós temos que lutar por isso. E como fazemos isso? A primeira parte da instrução de Neemias já nos dá uma pista. Precisamos nos aproximar de Deus, e levar a nossa família junto. Como temos conduzido nossa família ao altar?

É triste ver famílias que ao invés de servir a Deus juntos se dividem, cada um faz o que dá na cabeça, os pais não se preocupam em educar os filhos. Muitas vezes os pais mergulham em seus próprios problemas e esquecem de que são eles que precisam lutar pelos filhos, esposas não lutam pelos maridos e vice-versa. As famílias aos poucos excluem Deus da vida, e abandonam o serviço dele com naturalidade permitindo que as crianças, adolescentes e jovens comecem a achar que servir a Deus junto com o povo de Deus é algo desnecessário.

É tempo de lutar, não podemos nos acovardar!

Evangélicos Nominais

desviado1“Tenho, porém, contra ti que abandonaste o teu primeiro amor. Lembra-te, pois, de onde caíste, arrepende-te e volta à prática das primeiras obras; e, se não, venho a ti e moverei do seu lugar o teu candeeiro, caso não te arrependas.” Apocalipse 2.4-5

A cada amostragem do IBGE um número crescente de chamados “evangélicos nominais ou evangélicos não praticantes” está aparecendo. Quando olhamos o rol de membros das igrejas, esse número também aparece ali, sempre tem os “membros fantasmas” que são pessoas que não tem mais a vida na igreja, que se distanciam da comunidade de fé mas que por capricho religioso, muitas vezes, fazem questão que seus nomes configurem ali.

No meu modesto entender, esses números, se referem sem sombra de dúvida, a igreja caída de Apocalipse 2.4. Pessoas que perderam a alegria pela caminhada cristã, pessoas que deixaram os problemas pessoais ou comunitários atingirem seu coração e apagaram assim a chama do amor que uma vez flamejou de forma intensa e viva.

Tal “apagar” dessa chama é potencializado pelo sentimento de mercado da fé tão forte nos nossos dias. E como o próprio “Mercado” (instituição máxima do capitalismo) essa é também uma estratégia do regente desse sistema de coisas, para distanciar e fazer cair cada vez mais pessoas. A troca (portabilidade) e o abandono de igreja surgem como algo absolutamente natural, como comodidade, conforto, insatisfação e até vingança.

Diante disso, a palavra de apocalipse acima ganha um contorno ainda mais relevante: é tempo de ARREPENDIMENTO, é tempo de olharmos para trás, olharmos para o nosso coração, para os nossos primeiros sonhos de fé, os primeiros sentimentos e desejos, e percebendo distância entre aqueles e o que povoa o nosso coração hoje, nos voltarmos para Deus arrependidos dispostos a voltamos ao primeiro amor.

Não podemos nos conformar em sermos “evangélicos nominais” pois isso é assumir que somos cristãos caídos.

Se queremos continuar sendo Igreja, termos o nosso candeeiro no lugar, precisamos voltar ao primeiro amor, precisamos estar juntos, e Deus quer isso de mim e de você!

Qual a sua resposta? Arrepende-te e volta!

Ser Discípulo

Assim, pois, todo aquele que dentre vós não renuncia a tudo quanto tem não pode ser meu discípulo.”  Lucas 14.33

Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo;” 

Mateus 28.19

seguir a cristo

Muito se fala sobre o crescimento dos evangélicos no Brasil, do crescimento dos conglomerados empresariais de igreja neopentecostais e no empoderamento político desse seguimento da sociedade. Percebemos cada vez mais acirrada a briga por clientes em um “mercado da fé”. Diante disso tudo uma pergunta precisa ser feita por aqueles que querem servir ao Senhor genuinamente: -“O que estou fazendo se sou cristão?” ou ainda: “o que é ser cristão?”

Muitas vezes nos deparamos com uma série de afirmações a respeito da fé evangélica, assistimos a criação de estereótipos de como é um cristão nos dias de hoje, o que faz, como se posiciona, que bandeiras defende e por ai vai... Mas, nenhum desses estereótipos encontram honestas bases nas escrituras e no exemplo do próprio Cristo.

O que então, nos dizem as escrituras sobre sermos um cristão autêntico? Os dois versículos acima nos dizem com clareza. Um cristão precisa renunciar! Sim, não dá pra ser cristão e querer seguir os valores desse mundo capitalista de só acumular e ter. A vida em comunidade e a prática terapêutica do dízimo são exercícios diários dessa renúncia. Mas, infelizmente quando olhamos para a atual massa evangélica, percebemos que não existe renúncia, pelo contrário, se busca ter sempre mais. Ter a razão, ter a verdade, ter a melhor visão, ter a voz ouvida, ter a superioridade, ter o lugar de destaque, a lista é longa. E para complicar mais ainda, a desvirtuação do dízimo, que para a teologia corrente é uma forma de obrigar Deus a fazer; ou pior, para alguns é uma forma de impor a sua vontade sob a ameaça de não mais devolvê-lo ou “mudar de igreja”.

Mas a outra característica é a obediência a ordem de ir e fazer discípulo. Lembro de uma vez quando um professor perguntou na sala da EBD quem já havia trazido alguém para Jesus, o silêncio foi assustador. Fazer discípulos é um imperativo, mas para fazer discípulo de Jesus, se é necessário ser discípulo de Jesus. Precisamos imitar Jesus, renunciando sempre, para que assim possamos fazer discípulos que também imitam a Jesus. Essa é a característica de um verdadeiro cristão.