Conteúdo Fixo

Gratidão

"E, quando um deles, que era samaritano, viu que estava curado, voltou louvando a Deus em voz alta. Ajoelhou-se aos pés de Jesus e lhe agradeceu. Jesus disse: - Os homens que foram curados eram dez. Onde estão os outros nove?" Lucas 17.15-17

Nossa memória tem um defeito terrível de esquecer as coisas boas e lembrarmos as coisas ruins. Isso se aplica tanto nas coisas corriqueiras como na nossa caminhada de fé.

Não é incomum observamos pessoas que durante um tempo andaram com Deus e depois se afastam e ignoram tudo que um dia vivenciaram; e ainda amigos que vivenciaram muitas coisas e depois se afastam por algo que aconteceu esquecendo-se de tudo que viveram.

agradecimento a deus 1Infelizmente, isso também é mais comum do que parece no relacionamento das pessoas com a igreja. Pessoas muitas vezes chegam do mundo cheias de “carrapichos” e exalando o aroma do pecado. A igreja em sua simplicidade cuida, trata, perfuma com o aroma de Cristo, encaminha no conhecimento da verdade, investe em talentos, ajuda na construção e crescimento da família, caminha junto nas horas mais difíceis, e basta que aconteça algo diferente, ou simplesmente algo que os contrariem pessoalmente, que todos os sentimentos mudam. Já vi igrejas e líderes serem tratados como inimigos, por pessoas antes envolvidas e companheiras, além de ações das mais vis para perturbar a paz, desviar, desmotivar ou tirar membros da comunidade que um dia os acolheu com tanto carinho.

O texto acima fala da cura de dez leprosos. Apenas um teve o coração grato a Deus, enquanto os outros nove, mesmo sem a lepra na pele, continuaram com a lepra no coração. Eles tinham negócios para retomar, eles tinham contas a acertar, eles tinham famílias para reencontrar. Nove foram curados da lepra da pele, e continuaram com a lepra da alma. Apenas um foi completamente curado. Ele largou tudo e voltou com um coração grato, e somente assim ele pode ouvir as santas palavras de Jesus: - Você foi curado por causa da sua fé!

Que nesses dias que antecedem as celebrações do aniversário da nossa amada igreja, tenhamos a Deus um coração grato pela nossa comunidade, por tudo que Deus fez em nós através dela, sejamos como aquele que voltou para agradecer e dar louvor a Deus!

2019 JÁ COMEÇOU?

Portanto, prestem atenção na sua maneira de viver. Não vivam como os ignorantes, mas como os sábios. Os dias em que vivemos são maus; por isso aproveitem bem todas as oportunidades que vocês têm. Não ajam como pessoas sem juízo, mas procurem entender o que o Senhor quer que vocês façam.” Efésios 5.15-17

O ano já iniciou a todo vapor, os compromissos não dão tréguas, as responsabilidades já nos chamam.

É certo que esse é um período de férias escolares e por esse motivo as famílias aproveitam para juntos descansarem, viajarem ou mesmo fazer algo que focou pendente dos anos anteriores. Por outro lado, há um pensamento comum em nossa cidade, que as coisas só retomam seu curso depois do Carnaval, mas que para nós, que não somos guiados pelas festas populares, não tem sentido e não pode ser verdade.

O nosso tempo é sagrado!

pessoatempoNo texto acima o Apóstolo Paulo nos traz três ensinamentos:

Precisamos prestar atenção como estamos vivendo. O que estamos fazendo da nossa vida? Como estamos vivendo? Estamos aproveitando a vida pessoalmente? E o Serviço ao Senhor? A vida de devoção? Somos exortados a pensar nas nossas escolhas. Não podemos desperdiçar as oportunidades de servir a Cristo e vivenciarmos o seu Reino.

Os dias são maus. Quando fixamos os olhos nas situações à nossa volta perdemos o foco do reino de Deus e vivemos a maldade que e tão fartamente propagada em nossos dias.

Precisamos aproveitar todas as oportunidades, para viver com alegria, para viver a Cristo, para gozar da presença e do cuidado dele ainda no presente tempo. Não podemos perder tempo com o que é desta era, precisamos olhar para o nosso Salvador e aprender a desfrutá-lo aqui e agora.

Escolha bem, aproveite o seu tempo, que Deus abençoe sua vida !

Qual tem sido a sua pregação?

 

“Ninguém despreze a tua mocidade; pelo contrário, torna-te padrão dos fiéis, na palavra, no procedimento, no amor, na fé, na pureza.” 1 Timóteo 4.12

Ainda no mesmo sentido do texto acima, quero citar uma célebre frase de São Francisco de Assis: “Pregue o Evangelho em todo o tempo, se necessário, use palavras.”

caridade
O Cristianismo, diferentemente da maioria das religiões, não é uma religião apenas cognitiva, ele só é autêntico se permear a vida das pessoas mudando a forma de viver, de pensar, se relacionar, dando outras prioridades, outros valores e alicerçando-se no coração de forma a jamais ser abalado.

Nesse sentido, o Apóstolo Paulo escreve ao jovem pastor Timóteo o conselho acima, aquele rapaz como todos os jovens tinha uma série de desafios e tentações, mas resolveu se dedicar ao ministério para o qual Deus o havia chamado.

Lembro-me do meu início de ministério, aos 21 anos de idade, com todos os olhos voltados para mim. Muitos esperando um tropeço, outros desconfiados que aquela euforia não iria longe e outros (bem poucos, confesso) preocupados e dispostos a me ajudar a desenvolver no ministério. No entanto, umas das primeiras decisões que tomei naquela época foi seguir o conselho de Paulo, sendo exemplo no procedimento, claro que cometi muitos erros, mas a preocupação de ser um exemplo me fez evitar uma infinitude deles.

Quando pensamos na nossa vida como comunidade cristã, precisamos sempre pensar no compromisso que temos com os demais, com os mais novos principalmente (seja por idade no caso dos filhos, sejam na fé no caso dos recém-convertidos) de sermos exemplo pra eles.

Precisamos pensar em como anda o nosso exemplo no procedimento, seja na nossa vida social, mas também na nossa vida de fé. E nesse sentido precisamos pensar que valor nós damos a vida em comunidade, que importância damos a reunião do povo de Deus para render-lhe culto, ao estudo das escrituras, à vida de oração e ao amor pela causa do Reino.

Pensemos nisso, em nosso procedimento cristão. Qual tem sido a nossa pregação? O que temos ensinado aos que estão a nossa volta?                                                              

Rev. Erivan Jr

O Espírito Santo, Deus entre nós!

E acontecerá, depois, que derramarei o meu Espírito sobre toda a carne; vossos filhos e vossas filhas profetizarão, vossos velhos sonharão, e vossos jovens terão visões; até sobre os servos e sobre as servas derramarei o meu Espírito naqueles dias.” Joel 2.28-29

Devido a influência do movimento pentecostal, muito se tem falado sobre o Espírito Santo. A ênfase teológica para alguns movimentos é a pneumatologia, que estuda especificamente a pessoa e obra do Espírito Santo. Por outro lado, durante muito tempo, pouco se falou dobre o assunto nos círculos reformados, razão pela qual se credita o desconhecimento do tema.

Mas quem é o Espírito Santo? Qual o seu papel na igreja? E na nossa vida? Sua ação continua nos nossos dias?

pentecostes
O Espírito Santo, como o próprio Jesus apresentou, é o nosso Consolador, um ajudador que veio para habitar com os discípulos de Jesus, que tinha como principal tarefa ajuda-los na caminhada. O próprio Jesus disse “- não dos deixarei órfãos (...) mas o auxiliador, o Espírito Santo, que o Pai vai enviar em meu nome, ensinará a vocês todas as coisa... (João 14.18,28) e em Apocalipse vemos o Espírito Santo como Deus na trindade falando às igrejas. Fica claro nas escrituras que assim como Jesus foi o “Deus conosco”, andando, falando, ensinando e demostrando-nos o amor do Pai, o Espírito Santo é Deus que continua com o seu povo, que nos fala, que nos ensina mas também que cuida da nossa caminhada.

Quando pensamos como povo de Deus, a sua Igreja, fica-nos ainda mais claro qual o papel do Espírito Santo em conduzir a caminhada triunfante da Igreja. É Ele que dirige, que impulsiona, que dá a direção, que une, que quebranta os corações. Logo, se o povo de Deus não se encher do Espírito, não tiver intimidade, também não reconhecerá a sua voz, não ouvirá a sua orientação e não será conduzido por ele. É Ele que une o povo de Deus na missão de ser a voz profética no mundo caído, assim todo aquele que vive e é conduzido por ele não se afasta, não age de maneira isolada, facciosamente, mas se envolve com a comunidade no árduo papel de realizar a tarefa evangelizadora.

E a melhor de todas as notícias: Ele continua o mesmo, e agindo da mesma forma, com a mesma missão, e com o mesmo povo: o povo de Deus! Assim, cada dia que passa, percebemos que se faz necessário estarmos cheios do Espírito Santo para podermos falar das boas novas de Salvação na “língua de cada pessoa” de forma que elas entendam e abracem a fé (Atos 2)!

Que o Espírito Santo continue soprando sobre nós. Que Ele guie a nossa caminhada e nos dê o dom especial de falar em línguas, de forma que o povo do nosso tempo possa entender: Executivos e donas de casa, empresários e moradores de rua, ricos e pobre, honestos e corruptos, do morro e do asfalto!                                      

Maio Chegou! E a família?

“Eu vi que o povo estava preocupado e por isso disse a eles, e às suas autoridades, e aos seus oficiais: - Não tenham medo dos nossos inimigos. Lembrem como Deus, o Senhor, é grande e terrível e lutem pelos seus patrícios, pelos seus filhos, suas esposas e seus lares.” Neemias 4.14

Mais um mês de maio chegou e cada vez mais ouvimos histórias de crises familiares. São ataques de todos os lados. Sentimentos são tentados, dificuldades financeiras dominam o coração e apagam as belezas da vida familiar, o trabalho e a busca desenfreada pelo “ter mais” empurram os cônjuges para longas jornadas de trabalho e o stresse e cançasso minam a vida da família.

familiaDiante desse triste retrato, Deus nos traz a mensagem de Neemias. E mais do que qualquer outra coisa, nos convida para guerra, isso mesmo, para a guerra.

Guerra é o que estamos vivendo no mundo físico, mas principalmente, no mundo espiritual. Eu acredito que o que está acontecendo no mundo é um reflexo do que está sendo travado no mundo espiritual. E nós como estamos nessa batalha?

A primeira coisa que precisamos fazer é trazer a memória o Deus que nós cremos, muitas vezes deixamos que situações da vida, sentimentos e problemas pessoais nos afastem de Deus, nos faça esmorecer na presença dEle. E numa guerra, quando um exército não confia em seu comandante, a derrota é certa.

A segunda paravra de ordem de Neemias é lutar. A nossa família precisa ser protegida por nós, e nós temos que lutar por isso. E como fazemos isso? A primeira parte da instrução de Neemias já nos dá uma pista. Precisamos nos aproximar de Deus, e levar a nossa família junto. Como temos conduzido nossa família ao altar?

É triste ver famílias que ao invés de servir a Deus juntos se dividem, cada um faz o que dá na cabeça, os pais não se preocupam em educar os filhos. Muitas vezes os pais mergulham em seus próprios problemas e esquecem de que são eles que precisam lutar pelos filhos, esposas não lutam pelos maridos e vice-versa. As famílias aos poucos excluem Deus da vida, e abandonam o serviço dele com naturalidade permitindo que as crianças, adolescentes e jovens comecem a achar que servir a Deus junto com o povo de Deus é algo desnecessário.

É tempo de lutar, não podemos nos acovardar!

Evangélicos Nominais

desviado1“Tenho, porém, contra ti que abandonaste o teu primeiro amor. Lembra-te, pois, de onde caíste, arrepende-te e volta à prática das primeiras obras; e, se não, venho a ti e moverei do seu lugar o teu candeeiro, caso não te arrependas.” Apocalipse 2.4-5

A cada amostragem do IBGE um número crescente de chamados “evangélicos nominais ou evangélicos não praticantes” está aparecendo. Quando olhamos o rol de membros das igrejas, esse número também aparece ali, sempre tem os “membros fantasmas” que são pessoas que não tem mais a vida na igreja, que se distanciam da comunidade de fé mas que por capricho religioso, muitas vezes, fazem questão que seus nomes configurem ali.

No meu modesto entender, esses números, se referem sem sombra de dúvida, a igreja caída de Apocalipse 2.4. Pessoas que perderam a alegria pela caminhada cristã, pessoas que deixaram os problemas pessoais ou comunitários atingirem seu coração e apagaram assim a chama do amor que uma vez flamejou de forma intensa e viva.

Tal “apagar” dessa chama é potencializado pelo sentimento de mercado da fé tão forte nos nossos dias. E como o próprio “Mercado” (instituição máxima do capitalismo) essa é também uma estratégia do regente desse sistema de coisas, para distanciar e fazer cair cada vez mais pessoas. A troca (portabilidade) e o abandono de igreja surgem como algo absolutamente natural, como comodidade, conforto, insatisfação e até vingança.

Diante disso, a palavra de apocalipse acima ganha um contorno ainda mais relevante: é tempo de ARREPENDIMENTO, é tempo de olharmos para trás, olharmos para o nosso coração, para os nossos primeiros sonhos de fé, os primeiros sentimentos e desejos, e percebendo distância entre aqueles e o que povoa o nosso coração hoje, nos voltarmos para Deus arrependidos dispostos a voltamos ao primeiro amor.

Não podemos nos conformar em sermos “evangélicos nominais” pois isso é assumir que somos cristãos caídos.

Se queremos continuar sendo Igreja, termos o nosso candeeiro no lugar, precisamos voltar ao primeiro amor, precisamos estar juntos, e Deus quer isso de mim e de você!

Qual a sua resposta? Arrepende-te e volta!